Ingressa no Teatro Experimental de Cascais, a convite de Carlos Avilez, onde será actor, músico e cantor (70/74), em várias peças como "Fuenteovejuna" de Lope de Vega, "Sotoba Komachi" de Yokiu Mishima e "Breve Sumário da História de Deus" de Gil Vicente. Dirigirá também algum tempo o Orfeão Académico de Lisboa
Torna-se, a exemplo de tantos outros, um dos autores-intérpretes que mais se entrega, após o 25 de Abril nas campanhas de divulgação cultural, impondo-se com o seu estilo de comunicação directa, após o que publica o seu 1º álbum "Lutas Velhas Canto Novo"(76). Passa a desenvolver intensa actividade artística e criativa tais como escritos, estudos etnomusicais, autoria e realização de programas radiofónicos ("Musicantes" RDP 2 de 79 a 81) e televisivos ("Musicarte", RTP 1, 82 e "Tempo de Ensaio", RTP 1, 88) bem como produção discográfica própria e alheia.
Licenciado em Educação Física (INEF 73), cumpre o serviço militar como oficial da Marinha e foi mais de 20 anos professor efectivo do Ensino Secundário, tendo concluido entretanto uma post-graduação em Psicoterapia Comportamental (Hosp. Júlio de Matos 88) após o que trabalhou como psicoterapeuta no mesmo serviço onde cursara, bem como numa escola de crianças surdas-mudas em Lisboa.
Autor vivo e de um discurso vigoroso mas sensível é, normalmente, o poeta e compositor das suas obras e prefere os concertos ao vivo, onde evoca os seus temas de sempre - a Mulher, o Mar, a Natureza, a Solidariedade, o Amor, a Portugalidade.
Pedro Barroso tem sido galardoado com diversos prémios e distinções nacionais e estrangeiras, incluindo prémio para a melhor canção ("Menina dos olhos d'água", prémio Eles e Elas 1986), melhor disco de 87 (Prémio Directíssimo), troféu Karolinka (Festival Menschen und Meer RDA 81), diploma de mérito da Secretaria de Estado do Ambiente pelos serviços prestados à causa do ambiente (Ano Europeu do Ambiente 88), Troféu Lusopress para o melhor compositor português (Paris 93) e ainda o título de "Ribatejano Ilustre" atribuido pela Casa do Ribatejo (Lisboa 94 ).
Actuou até hoje nas grandes salas portuguesas (Coliseu, Aula Magna, Rivoli, Teatro S. Luis, etc) e ainda em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, Suiça, Suécia, Inglaterra, Canadá, Brasil, Hungria, Macau e Estados Unidos da América. Actuou ainda no Pavilhão dos Congressos, salas Bataclan e Jacques Brel, em Paris e nas Aulas Magnas das Universidades de Caen e Marselha (França) Amsterdam, Wareningen e Nijmegen (Holanda), Estocolmo, (Suécia), Toronto (Canadá) e Budapeste (Hungria). Em 93 foi convidado para a Grande Gala da Música e do Bailado (Teatro S.Luis, Lisboa) junto com a Orquestra Gulbenkian e o Ballet de Monte Carlo.
Os seus CD's "Longe d'aqui","Cantos d'Antiga Idade" e "Cantos d'Oxalá" representam a expressão clara de um afastamento da linha "popular" assumindo um estilo de rigor e seriedade num trabalho cada vez mais aprofundado de poeta e compositor.
Retirado das anteriores actividades vive hoje exclusivamente para a música. Habita no Ribatejo, retirado dos grandes centros, fugindo às tertúlias de opinião, tráficos de influência ou lobbies mediáticos. Gosta da natureza, de decoração e construção, de cavalos ( é praticante de atrelagem desportiva ), de fotografia, de artes plásticas ( é escultor amador e já expôs em algumas galerias de prestígio ) e de... música. E gosta de se sentir, apaixonadamente, um português no mundo. Celebrou em 94 as "Bodas de Prata" como autor-compositor-intérprete com concertos em Braga, Guarda, Coimbra, Santarém, Horta, Paris, Luxemburgo e Torres Novas.
Em 96 são editados o livro "Cantos Falados" - onde se reune muita poesia de canção e não só - e o CD "Cantos d'Oxalá" gravado no seu próprio estúdio, onde colaboraram Janita Salomé e Manuel Freire.
Continua a ser solicitado para concertos, em que a sua capacidade de comunicador frontal estabelece sempre uma especial e calorosa relação de intimidade com a assistência.
Com a atribuição a José Saramago do prémio Nobel da Literatura em 1998, torna-se num dos muito poucos autores que com ele partilha obra publicada - canção Afrodite (in LP Água mole em pedra dura, 1978).
Celebrou em 1999 os seus trinta anos de carreira desde a estreia no Zip Zip com um concerto no Teatro Maria Matos em Lisboa, entre outras salas do país.
Continuando, com regularidade a gravar a a actuar ao vivo, salienta-se em 1999 a publicação do CD "Criticamente" e em 2001 do CD "Crónicas da Violentíssima Ternura".